Um dos atributos universais da arte, segundo Denis Dutton (Arte e instinto, v. abaixo a referência), seria o da complexidade do objeto artístico, da peça, enfim, da obra. Acho que nisso, como em vários outros aspetos, D. D. acertou em cheio.
A sua definição de complexidade é a de que o termo refere "inter-relações densamente significantes da, digamos, poesia, do enredo e do ritmo dramático numa peça como O rei Lear de Shakespeare" (op. cit., p. 394). Vendo a parte universal da definição, complexidade seria igual a estrutura: as "inter-relações densamente significantes" entre os componentes de uma obra. Isto vem, por outra via (uma primeira foi a dos estudos sobre literatura e informática), mostrar a atualidade e pertinência de conceitos estruturais e semióticos, apropriados justamente para definir e compreender a 'complexidade'.
Deste modo, o estudo da complexidade é também um estudo estrutural.
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