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Mensagens

A mostrar mensagens de agosto, 2013

Paulo, Virgínia, novelas setecentistas, o romantismo e Angola

Geralmente mal consideradas – numa tradição crítica que vinha já do período helénico da cultura mediterrânica – as novelas, desde o século XVIII até bem dentro do Romantismo, desempenharam um papel fundamental no meio literário, cultural, político e social. Em primeiro lugar por serem tão populares. Em segundo lugar porque muitas delas estavam bem escritas, usavam com arte e subtileza os artifícios próprios da narrativa (erudita e popular) e as armas da retórica. Em terceiro lugar porque figuravam e veiculavam ideias e informações que, de outra forma, eram somente conhecidas por uma escassa elite intelectual. Em quarto lugar porque, entre essas ideias, havia ideias políticas avançadas que vieram a explodir e a tentar realizar-se a partir da revolução francesa do fim desse mesmo século XVIII. A novela se autonomizou relativamente aos quadros temporais e sociais, atravessando o século XIX quase imperturbável. Tendo ganho com o Romantismo (simultaneamente com o triunfo da burguesia...

Planta mui breve

A entrega do espólio norte-americano de José da Silva Maia Ferreira ao ANTT em Lisboa reveste-se da maior importância para os pesquisadores da literatura angolana do século XIX. Ali podemos investigar correspondência, diário, projeto de livro, documentação, que nos darão uma imagem muito mais completa e diversificada de quem foi este nosso poeta. Claro que alguns vigilantes de serviço e alguns universitários pouco dados à investigação farão os possíveis por ignorar e menosprezar aquele espólio. Mas, felizmente, são cada vez menos.  A notícia da entrega do espólio e algum tempo disponibilizado por uma doença que, provisoriamente, me imobilizou, permitiram-me retomar as leituras de José da Silva Maia Ferreira e completar notas que, pouco a pouco, vão ficando mais próximas de passarem a outro género ensaístico. Retomo, sobretudo, a leitura dos seus poemas das Espontaneidades  e, quanto mais aprofundo e sistematizo a sua leitura, mais me convenço do quanto essa poesia tem s...