Prosseguindo na reflexão começada com a mensagem anterior ( post ou colocação ), passei a questionar-me sobre algo de certo modo oposto à inovação, mas que a torna social: os padrões artísticos, os géneros literários, a memória cultural. E mantive por horizonte as experiências referidas por Levitin e realizadas pela sua equipa de investigadores. Na segunda metade do século passado e no princípio deste, as ciências humanas – e os estudos literários com particular intensidade – foram dominadas por um relativismo absoluto que, propositadamente, ignorava qualquer atividade científica para não ser posto em causa. Estudiosos e pensadores como Denis Dutton desmontaram as falácias do relativismo contemporâneo, por exemplo em « Delusions of Postmodernism ». Ele baseou-se muito em dados da Antropologia e, sobretudo, em resultados inspirados pela teoria da evolução. Num dos casos observa, acertadamente, que sempre há receção crítica da arte onde houver arte. Recor...
Ensaios de estranheza, pesquisa e reflexão.