Estava programada para hoje (e realizou-se) uma homenagem ao poeta nacionalista angolano Tomás Jorge. Infelizmente, impedimentos de última hora retiveram-me em Évora, pelo que não pude ler a comunicação que preparei, a convite do Dr. Edmundo Rocha. Transcrevo-a aqui para os leitores interessados:
Foi
com emoção que soube da homenagem ao nosso Tomás Jorge, à qual desde logo aderi
apesar da escassíssima disponibilidade. Emoção pelo amigo mais velho, pela sua
humanidade, pela sua autenticidade e pelo que, na sua poesia, o destaca dos
companheiros de luta e nação.
O pai
chegou a ser chamado o ‘príncipe dos poetas coloniais’, o grande lírico Tomás
Vieira da Cruz. Sempre nutriu por ele uma profunda admiração e um verdadeiro
reconhecimento. No entanto foi Tomás Jorge, desde cedo, um dos grandes vultos
do nacionalismo literário angolano dos anos 50 e 60, para além de declamador
possante, com acurado sentido do ritmo – que provavelmente herdou de seu pai. ...
Ensaios de estranheza, pesquisa e reflexão.