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A mostrar mensagens de maio, 2018

Steiner, Orwell, 1984 e novos autores

A publicação de Tigres no espelho e outros textos , reunindo “em livro o trabalho do crítico” para o The New Yorker (entre 1967 e 1997), constitui uma oportunidade ímpar para avaliarmos as constantes e a evolução dos exercícios de leitura de Steiner. Uma oportunidade ímpar alargada, sem dúvida, pela facilidade em lermos o livro na edição digital, acessível a milhares de leitores em todo o mundo na tradução para português (Steiner, 2012) . O que desde sempre se destaca, tal como em todas as suas obras, é sem dúvida a grande erudição. O chavão não diz nada já, se não o esclarecemos. É que Steiner pesquisa mesmo tudo o que seja necessário à mais completa compreensão das questões e dos significados (ou, também, das estruturas) que a obra suscita. Por vezes as referências e comentários excedem o necessário, é certo, mas ainda assim as suas extensas recensões constituem bom exemplo de como não devemos escrever sobre obras literárias sem procurarmos, escavarmos em torno delas e do que...