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Mensagens

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Norma e variações

Dupla transversal às mais diversas culturas vivas e abertas é a das relações entre norma e variação. Pensemos, por exemplo, nas línguas, mas também nas espécies animais, na genética, nas doutrinas, na moral e nos costumes, nos géneros e movimentos e escolas literárias. Um ponto nevrálgico na abordagem do tema é: quando é que uma variação passa a ser norma? Inseparável fica de outro ponto nevrálgico: por qual critério se deve decidir a substituição de uma norma? A relação parece-me simples, apesar das constantes polémicas em torno dela. Aliás as polémicas são muitas vezes resultado apenas de grupos de pressão que pretendem que se torne lei aquilo que preconizam. A norma é o poder, legitima o poder e o controlo sobre os outros, por isso os grupos com tendências hegemónicas procuram, constantemente, erigir os seus valores e as suas práticas internas. Mas o critério não é esse. Instituir uma norma por cedência a um grupo de pressão é convidar o caos a destruir o lar. As pessoas têm...

Mensagem – reedição fac-similada: 14 notas soltas

fotos da nova edição em fac-simile  (v. abaixo) 1.   A publicação, em fac-simile (escrevo sem acento no primeiro [i], porque é o termo latino, que significa ‘fazer igual’, ou ‘faz igual’, ou semelhante), da muito comentada revista Mensagem , “a voz dos naturais de Angola” em 1951-1952, é um acontecimento notável para qualquer estudioso, ou qualquer amador, da literatura angolana – essa fina dama oscilante e fugidia, que sob várias máscaras nos surpreende noite e dia. 2.   Financiada pela empresa DST, com papel destacado no apoio à cultura e à literatura escritas em Angola, ficou sob responsabilidade da Guerra & Paz, que soma já basta carteira de títulos acerca do país e da sua complexa história. Por isso tudo é pena que se note uma colagem-costura (há sinais de cola no começo, ligando a capa ao corpo do livro, e de costura depois) defeituosa nas páginas até ao princípio do fac-simile . As folhas ficam, por isso, onduladas, ondulação mais notória no primeiro caderno....

Breve resumo sobre José Pinto da Silva Rocha e O Mercantil

  O periódico O Mercantil iniciou-se a 9.7.1870 [1] e terminou só a 8.1.1897 (Lopo, 1964 p. 68) . Sofreu muitas interrupções, a maioria determinadas por reações contra matéria publicada no jornal, abrindo-se processos judiciais que implicaram, por vezes, pesados custos para o proprietário. Não podendo proibi-lo, tentavam forçar a sua falência. A primeira dessas interrupções, entretanto, foi determinada e executada pelo administrador e chefe da polícia de Luanda, a 25.1.1873, quando o jornal ia no n. 137. O governador geral aprovara a suspensão do periódico e a justificara para Lisboa. Felizmente, pela portaria 38 (1873.3.5), João de Andrade Corvo (então ministro dos Negócios da Marinha e Ultramar) autorizou a reaparição d’ O Mercantil (Lopo, 1964 p. 69) . O diretor corrigiu o tiro, passando a ser muito mais amigo dos governadores e de várias autoridades superiores, embora denunciando, ou deixando que se denunciassem, casos concretos e graves – mas sempre sem envolver o governado...