Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta africanismos

Como estudar a formação de uma literatura - a angolana, no caso -

estabelecer fronteiras e datas e identidade fixa, ou compreender e conhecer como se foram formando textos, leituras, comunidades e, depois, sistemas literários nos vários países? Ou seja: por uma leitura identitária, militante, marcada, ou por uma leitura do processo de crioulização no qual as literaturas se vão formando a partir de contributos vários? COMO ESTUDAR A FORMAÇÃO DE UMA LITERATURA - A ANGOLANA, NO CASO https://www.youtube.com/embed/TW-YEOfRgnU Na sequência desse vídeo, tiram-se várias conclusões. A principal é a de que não se pode estudar uma literatura sem a perceber em diálogo, tenso e contraditório, com as outras. É claro que uma literatura própria tem continuidades próprias, aliás constantemente chamo a atenção para isso. São mesmo estas continuidades que entram em diálogo e se renovam conversando ou confrontando outras.  No caso da Literatura Angolana, houve outra literatura incrustrada no seu território, no território no qual a respetiva comunidade de autores e d...

O que ficou para trás, ou atrasado - nós todos também

1. Universais privados A morte é o que mais cria repulsa em nós. É compreensível. O nosso ego, a nossa personalidade, a nossa identidade pessoal e social, resultam da criação de uma consciência do nosso corpo como entidade própria em relação com outras, idênticas ou não. O cérebro tem, entre outras, a missão de recolher as informações facultadas pelo corpo que integra e, em função delas, tomar decisões. Todas as decisões e essa própria função do cérebro nos remetem para o que, metaforicamente, chamaríamos instinto de sobrevivência. Resumindo: criámos e desenvolvemos um cérebro para melhor assegurarmos a sobrevivência do nosso organismo como um todo, num esforço adaptativo natural mesmo quando e se assistido por algo ou alguém sobrenatural. Para cumprir a função, o cérebro tomou consciência de si e do corpo em que está, aliás uma consciência indissociável. Por isso, quando o organismo se sente ameaçado, o cérebro declara estado de sítio. Ora a morte é o desaparecimento desse o...

Chiwale, o comandante exemplar

Instigante, sem dúvida, a leitura do livro Cruzei-me com a História , de Samuel Chiwale.  Com uma frontalidade extraordinária assume toda a sua carreira, as suas convicções e mesmo os erros da UNITA e desmascara, assim, muita maledicência.  Ficamos com mais uma imagem da História recente de Angola e acredito que esta seja das mais próximas da realidade que um autor presenciou. Não cai, também, no que me pareceu o ponto fraco do livro-testemunho do seu companheiro Alcides Sakala, que é o de terminar sublimando o que de facto foi uma derrota com uma afirmação quase de vitória.  O livro de Sakala é muito bem escrito e é, também, um testemunho muito vivo e frontal, pelo que estranhamos esse final - mas eu nunca estive na situação em que ele estava quando foi negociar aquilo que foi uma rendição, honrosa sem dúvida e acautelando ainda assim, em muito, a dignidade e liberdade do povo da UNITA e da sua elite. Se me visse nesse estado e continuasse vivo não sei o ...