“O antropologo americano Edwin Embree acaba de surpreender os seus compatriotas com a descoberta de uma nova raça, que denominou americana-morena . Os elementos que contribuiram para ela são sangue de branco, de indio e de negro, devendo-se a sua iniciação a figuras distintas como Tomas Jefferson e Tyler . Na América há 12 milhões de americano-morenos, estando-lhes reservado, segundo o professor Embree, o futuro da grande nação. Isto é só para chocar a vaidade de certos apaixonados americanos de cabelos loiros…” ( Jornal de Benguela . 272 [23-12-1931] 1) ... Mas não só. E a colocação deste texto aqui, para além da leve ironia com que o fiz, excita várias reflexões. Em primeiro lugar a queixa subtil do articulista relativamente ao preconceito e cânone estético privilegiando os cabelos loiros. Em segundo lugar a reflexão sobre os motivos identitários do articulista ao transcrever a notícia. E daí me abalanço para as outras reflexões. Em prime...
Ensaios de estranheza, pesquisa e reflexão.