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A mostrar mensagens de maio, 2024

Tomás Vieira da Cruz: revisão do colono

  mas não só: um poeta é uma pessoa também, e este não tinha relógio: O convite que me foi dirigido, por José Almeida, para falar sobre Tomás Vieira da Cruz, integrado na série Raízes matriciais da pátria , contentou-me, não só por se terem lembrado dele, da poesia angolana, e de mim. É que a palestra decorreria logo antes do lançamento do livro As trevas e os dias (seguido de Sonetos místicos assituados ), o que me levou a pensar que podia, por esta vez pelo menos, debruçar-me sobre a poesia de Tomás Vieira da Cruz guiado pela sensibilidade e não por academicismo. Pensei, desculpem-me o atrevimento, em um poeta a falar de outro poeta. Ao reler assim, desprevenidamente, os poemas de motivação angolana do colono de Constância, um fluxo de perceções assaltou-me com mais intensidade que habitualmente. Entre elas, sem dúvida, avulta a de que o seu tema principal (e quase único) é o Amor. Desenvolvido por motivos variados, que adjetivam de várias formas o substantivo, o que respi...