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A mostrar mensagens de agosto, 2020

Escrita e literatura em Angola e Congo nos séculos XVI e XVII

Os padres, por via do ensino, deram um contributo fulcral para a prática da escrita e, mesmo, da escrita artística nas colónias em geral. Angola foi particularmente ilustrativa neste caso. Do magistério jesuíta veio o plano pioneiro de uma obra que, não sendo intrinsecamente literária, ficaria abrangida pelo que, por esse tempo, se convencionava chamar de ‘Belas Letras’. O projeto realizou-se na última década do século XVI. Surge indissociavelmente ligado a ele o nome do provin­cial eborense Pêro Rodrigues, fundador ou mentor do Colégio de Luanda. Vejamos um pouco da sua história, apenas o suficiente para perce­bermos que, em dado momento, ela converge para um projeto literário que se vai coroar na biografia de Anchieta, mas a­pós a passagem por Angola e o plano de uma História da colónia. Entrou o Provincial na Companhia em 1556. O ensino de Letras Humanas por cinco anos, e o de Latim, que leu no Colégio de Braga (onde foi Reitor por sete anos) [1] , decerto contri­buíram para ...

As produções literárias em periódicos das cidades-porto de Luanda e Benguela-Lobito (1920-1940)

  Embora a literatura angolana se tenha formado em cidades-porto, por estranho que isso pareça não criou muitas ligações diegéticas ou temáticas às cidades com que se envolvia pelo tráfego marítimo. Estudo isso, com particular ênfase para as primeiras três décadas do século XX, começando pela contextualização globalizante e concentrando-me sobre um extrato social específico – o de uma comunidade urbana de colonizados, intermediária entre o mundo rural e a cultura global que se ia formando. E encontro as exceções possíveis.