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O que ficou para trás, ou atrasado - nós todos também

1. Universais privados A morte é o que mais cria repulsa em nós. É compreensível. O nosso ego, a nossa personalidade, a nossa identidade pessoal e social, resultam da criação de uma consciência do nosso corpo como entidade própria em relação com outras, idênticas ou não. O cérebro tem, entre outras, a missão de recolher as informações facultadas pelo corpo que integra e, em função delas, tomar decisões. Todas as decisões e essa própria função do cérebro nos remetem para o que, metaforicamente, chamaríamos instinto de sobrevivência. Resumindo: criámos e desenvolvemos um cérebro para melhor assegurarmos a sobrevivência do nosso organismo como um todo, num esforço adaptativo natural mesmo quando e se assistido por algo ou alguém sobrenatural. Para cumprir a função, o cérebro tomou consciência de si e do corpo em que está, aliás uma consciência indissociável. Por isso, quando o organismo se sente ameaçado, o cérebro declara estado de sítio. Ora a morte é o desaparecimento desse o...