Joaquim António de Carvalho e Menezes foi, talvez, o nosso primeiro escritor protonacionalista. Homem ambicioso politicamente e ilustrado culturalmente, procurou intervir o mais possível na condução dos destinos da colónia de Angola, de maneira a desenvolvê-la mesmo dentro do regime colonial. Uma pequena parte dessa tentativa prende-se com a criação de uma Associação que foi muito importante, no século XIX, para a determinação política e para a revelação de documentos históricos. Foi em 1839 que se criou a Associação Marítima e Colonial, em Lisboa. Constituiu-se, desde logo, num centro de poder para os "negócios" do "Ultramar" e dela saíram muitos dos altos quadros da gestão militar, administrativa e comercial das colónias, incluindo governadores. Integrava, também, angolenses. Ela reunia, na verdade, uma vasta elite de políticos, intelectuais, investigadores, quadros do Estado, a par de empresários de vários ramos interessados vivamente nos benefícios d...
Ensaios de estranheza, pesquisa e reflexão.