No auge da paixão revolucionária, a UEA (geralmente avessa a publicar literatura estrangeira) fez sair em Luanda (com dedicatória a Agostinho Neto) um instrutivo livrinho de versos intitulado Poesia uruguaia de combate . O primeiro poema era uma "Saudação e mensagem para 1979 // Poema circulante em Montevideo durante os meses de Dezembro de 1978 e Janeiro de 1979, editado pelo Jornal clandestino da União das Juventudes Comunistas do Uruguai como saudação e mensagem popular de fim de ano." Juntava assim um recurso (e um título) típicos do ultrarromantismo (saudações de fim de ano, apontamento das circunstâncias que deram inspiração ao poeta, etc) e um título e circunstância tipicamente políticos. A mistura era normal na revolucionarite da época. O começo do poema também nos mostra como já nessa altura a poesia revolucionária era epigonal:
Ninguém tem mais direito que nós
A levantar o copo.
Quem mais que nós pode brindar
Por c...
Ensaios de estranheza, pesquisa e reflexão.