Boletim oficial do Governo
Geral da Província de Angola. 372 (13-11-1852) 2: A
5-11-1852 foi aterrado o pântano que existia a Este da Fortaleza de S. Filipe
de Benguela (é o próprio Governador, José Rodrigues Coelho do Amaral, quem dá a
notícia). A Fortaleza dessa época supõe-se que ficasse onde hoje funciona um serviço da polícia e onde era o quartel, frente à Igreja do Pópulo e junto ao mar. Levando em conta o desenho da costa, o Este ficaria entre a Igreja do Pópulo e o bairro do Kioche, incluindo portanto uma parte do Feijão-mistura, a zona do Hospital e o bairro em torno dele. Levando, porém, em conta o mapa de Nicholas Bellin, de 1757, a igreja ficava em frente ao pequeno fortim, não sendo indicadas casas à volta (http://www.cpires.com/benguela_mapas.html). Há, sim, casas a Nordeste (poucas) e Sudeste, com dois edifícios maiores isolados a Este do Forte de São Filipe que, nesse caso, ficaria localizado algures entre o atual Palácio do Governo e o antigo Ciclo Preparatório.
https://www.amazon.com/Jos%C3%A9-Silva-Maia-Ferreira-Portuguese-ebook/dp/B0CLGDRQ4N https://www.amazon.com/Jos%C3%A9-Silva-Maia-Ferreira-Portuguese-ebook/dp/B0CLGSCYWX?ref_=ast_author_dp Ao fim de muitos anos de pesquisa, da qual fui dando sinais aqui, fragmentários sem dúvida, publiquei finalmente a biografia de José da Silva Maia Ferreira. Como se sabe, t rata-se do primeiro poeta angolano a publicar um livro em Angola, entre o fim de 1849 e o começo de 1850. O título é bem conhecido: Espontaneidades da minha alma: às senhoras africanas . O que publiquei foi uma extensa biografia centrada na pessoa do poeta e nas pessoas que o antecederam, que o acompanharam, com quem se relacionou. Pelas relações pessoais e sociais estudadas acabei fazendo igualmente um esboço do que foram várias das comunidades atlânticas onde se falava também o português: a angolense (Luanda e Benguela, principalmente), a brasileira (Rio de Janeiro e Recife sobretudo), a portuguesa (Lisboa e Porto), a ...
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