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A mostrar mensagens de abril, 2015

Manuel de Oliveira: duas lembranças

A morte de Manoel de Oliveira reenviou-me a atenção para alguns aspetos ignorados da sua vida. Habitual, não? Não. Nem sempre, a julgar pelas notícias que apostaram de forma geral em ignorar esses aspetos.  1. Um deles diz respeito ao fotógrafo. Um extraordinário fotógrafo e o ritmo quase parado dos seus filmes não é só uma afinidade com opções (a meu ver quase sempre desastrosas) do cinema europeu. Digo desastrosas porque o 'filme parado', se assim podemos intitulá-lo, serve só para temas e propósitos muito especiais, que esperam por um público todo ele especial e que, portanto, deixam de fora os interesses da maioria dos frequentadores das salas de cinema. Sou um desses 'especiais', ou seja: específicos. O tipo de filme praticado por Manoel de Oliveira resulta bem com Tarkosvsky, por exemplo. E não com todo ele. Mas o cinema é mais do que isso, esse género cinematográfico especialmente concebido para pessoas concentradas, exigentes no que se espera receber e na ex...