estabelecer fronteiras e datas e identidade fixa, ou compreender e conhecer como se foram formando textos, leituras, comunidades e, depois, sistemas literários nos vários países? Ou seja: por uma leitura identitária, militante, marcada, ou por uma leitura do processo de crioulização no qual as literaturas se vão formando a partir de contributos vários?
COMO ESTUDAR A FORMAÇÃO DE UMA LITERATURA - A ANGOLANA, NO CASO
Na sequência desse vídeo, tiram-se várias conclusões. A principal é a de que não se pode estudar uma literatura sem a perceber em diálogo, tenso e contraditório, com as outras. É claro que uma literatura própria tem continuidades próprias, aliás constantemente chamo a atenção para isso. São mesmo estas continuidades que entram em diálogo e se renovam conversando ou confrontando outras.
No caso da Literatura Angolana, houve outra literatura incrustrada no seu território, no território no qual a respetiva comunidade de autores e de leitores estava instalada, funcionava, e se continuava. Foi a literatura portuguesa produzida por colonos, em 'ilhas coloniais' que pretendiam, em plena África, manter uma identidade de origem e, quando muito, aplicá-la ali sem a alterar.
Por tudo isso não podemos estudar a formação da literatura angolana ignorando o seu confronto com a literatura colonial. É do que também falo em vídeo-aula que pode ser visto, gratuitamente, neste endereço do youtube:
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