Emma Goldman, personagem fundamental na história do anarquismo e também da libertação da mulher. Oriunda de uma família de judeus, nasceu em Kovno (hoje Kaunas) em 1869 e morreu em Toronto (Canadá) em 1940.
Emigrou para os EUA em 1886, portanto com 17 anos, e trabalhou numa fábrica de roupa. Aí tomou contacto com o movimento anarquista, sendo influenciada por Kropotkin e Malatesta. Em 1908 o governo dos EUA retirou-lhe a cidadania americana.
Entretanto publicava livros, folhetos, fazia comícios, escrevia para revistas e acabou deportada, em 1919, para a Rússia. Ali acompanhava a revolução até se dar o massacre dos marinheiros de Kronstadt.
Desiludida com o aumento da repressão, do autoritarismo e do papel do Estado na Revolução russa, emigrou para Ocidente, acabando por se exilar na Inglaterra e publicar, em 1923, o livro A minha desilusão na Rússia – uma contundente crítica ao Partido Comunista, ao tipo de Estado (policial) que ele estava a instalar e a Trotsky que, uma vez exilado, procurou desfazer-se do fardo pesado das decisões que tomara e, portanto, das altas responsabilidades na criação de um estado repressivo e autoritário, que literalmente esganou os revolucionários russos mais íntegros e sinceros da época. Publicou ainda uma autobiografia, em 1931 (Vivendo a minha vida), e um artigo importante, em 1935: «O comunismo não existe na Rússia». Vladimir Putin que o diga.
Os leitores interessados podem consultar a sua página na Internet ou pedir, também via Internet, o livro Emma Goldman: o indivíduo, a sociedade e o Estado, e outros ensaios (São Paulo: Hedra, 2007).
Acrescento uma foto de Emma Goldman num comício:

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