Avançar para o conteúdo principal

Redirecionamento

Houve nos últimos tempos um nítido redirecionamento, ou mesmo realinhamento, no Ministério da Cultura: as iniciativas no âmbito da História, da pesquisa histórica, da reabilitação de patrimónios materiais, urbanos e imateriais receberam um elevado investimento, uma intensificação e publicitação maiores. É a área científica onde Ministra e Vice-ministro mais à vontade estão e mostram-no com a sua atuação.
Ao invés de querer impor visões parciais e ultrapassadas da nossa história, da nossa literatura ou da nossa cultura, o Ministério vem promovendo ultimamente o artesanato, a recuperação de património arquitetónico, a visibilidade de culturas tradicionais. É claro que a cultura não é só oratura, nem o património é só arquitetónico ou artesanal, mas esses campos de atividade cultural precisavam de um revigoramento e o Ministério tem estado a fazê-lo, ao mesmo tempo que descentrando as suas atividades para várias províncias e localidades no interior (não apenas capitais de província). É a nota positiva, que não hesito em registrar com o mesmo sentido de verdade com que, em outras ocasiões, critico a política desse Ministério.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

José da Silva Maia Ferreira - uma biografia atlântica - resumo e notícia

  https://www.amazon.com/Jos%C3%A9-Silva-Maia-Ferreira-Portuguese-ebook/dp/B0CLGDRQ4N https://www.amazon.com/Jos%C3%A9-Silva-Maia-Ferreira-Portuguese-ebook/dp/B0CLGSCYWX?ref_=ast_author_dp Ao fim de muitos anos de pesquisa, da qual fui dando sinais aqui, fragmentários sem dúvida, publiquei finalmente a biografia de José da Silva Maia Ferreira. Como se sabe, t rata-se do primeiro poeta angolano a publicar um livro em Angola, entre o fim de 1849 e o começo de 1850. O título é bem conhecido: Espontaneidades da minha alma: às senhoras africanas .  O que publiquei foi uma extensa biografia centrada na pessoa do poeta e nas pessoas que o antecederam, que o acompanharam, com quem se relacionou. Pelas relações pessoais e sociais estudadas acabei fazendo igualmente um esboço do que foram várias das comunidades atlânticas onde se falava também o português: a angolense (Luanda e Benguela, principalmente), a brasileira (Rio de Janeiro e Recife sobretudo), a portuguesa (Lisboa e Porto), a ...

Bocage em Angola - no século XIX

Por uma santa queres tu passar, E mal sabes que no mundo exaltar Honra e virtude, é uma peta e engano, Como em bom verso disse o divo Elmano (Cordeiro da Matta, «A uma Lucrécia», Luanda, 1887)

Plínio Palhano

Plínio Palhano é um desses extraordinários criadores pernambucanos cuja obra fica mal conhecida fora de um círculo ou circuito estrito. Desde poetas como Carlos Pena Filho, ou Alberto Cunha Melo, ou Ângelo Monteiro e Lucila Nogueira, até este artista plástico a arte e a literatura de Pernambuco, particularmente de Olinda-Recife, continua a constituir uma experiência instigante para estudiosos e apreciadores. Talvez recursos como a Internet estejam subaproveitados por alguns destes criadores artísticos. Atualmente foi colocada em rede uma mostra significativa, que vale mesmo a pena visitar, de quadros de Plínio Palhano. Para ela remeto os visitantes do blogue. É só clicar em Plínio Palhano