Poeta em apuros reclama do governo subsídios literários para escrever um bom poema. Em entrevista breve, a um jornalista preocupado com a nossa produção literária, coloca mesmo a hipótese de recorrer ao Tribunal Internacional dos Direitos Humanos caso não veja contemplada no OGE a sua pretensão com a qual, argumenta, a cultura angolana e do mundo em geral só tem a ganhar. Pelo contrário, afirma, será um crime de lesa-cultura consagrado, aliás, na Carta das Nações Unidas.
https://www.amazon.com/Jos%C3%A9-Silva-Maia-Ferreira-Portuguese-ebook/dp/B0CLGDRQ4N https://www.amazon.com/Jos%C3%A9-Silva-Maia-Ferreira-Portuguese-ebook/dp/B0CLGSCYWX?ref_=ast_author_dp Ao fim de muitos anos de pesquisa, da qual fui dando sinais aqui, fragmentários sem dúvida, publiquei finalmente a biografia de José da Silva Maia Ferreira. Como se sabe, t rata-se do primeiro poeta angolano a publicar um livro em Angola, entre o fim de 1849 e o começo de 1850. O título é bem conhecido: Espontaneidades da minha alma: às senhoras africanas . O que publiquei foi uma extensa biografia centrada na pessoa do poeta e nas pessoas que o antecederam, que o acompanharam, com quem se relacionou. Pelas relações pessoais e sociais estudadas acabei fazendo igualmente um esboço do que foram várias das comunidades atlânticas onde se falava também o português: a angolense (Luanda e Benguela, principalmente), a brasileira (Rio de Janeiro e Recife sobretudo), a portuguesa (Lisboa e Porto), a ...
Lá está uma forma fervecente de se impor, enquanto a lei do mecenato não surge... ou será apenas uma forma de parar de criar sem o bálsamo da pecúnia?
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