Status quo De modo geral, a questão colocada pela palavra «filologia» suscita uma referência genérica à velha e a alguma nova escola filológica, mas não se toma em devida conta a morfologia e a etimologia da palavra para refletir sobre a sua utilidade metodológica, sobre o rumo a tomar quando estudamos a palavra, o verbo, a linguagem, sobre a companhia a levar para esse caminho – menos ainda sobre o sentido espiritual do nosso trabalho. Tudo foi dado por adquirido há uns séculos atrás, aliás de forma geral com alguma leviandade ‘científica’. Mais tarde a Filologia passou a ser considerada uma réstia de pensamento já ultrapassado e, portanto, o que havia a fazer era aproveitar os seus restos (revistas, departamentos, institutos e congressos ‘históricos’) para encontrar mais meios de publicação e financiamento para grupos de universitários(as) à procura de curriculum . Chegados aos dias de hoje, ninguém questiona que as revistas e os congressos de Filologia se limitem a albergar...
Ensaios de estranheza, pesquisa e reflexão.