Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Sousa Jamba - mais uma vez

Na entrevista publicada pelo  Semanário angolense  Sousa Jamba mostra mais uma vez que é um dos casos interessantes da literatura angolana, aliás e mais exatamente: que continua a ser um dos casos interessantes da literatura angolana atual.  Pela naturalidade e frontalidade 'conversável' com que aborda os mais variados temas, pela humildade, pelo sentido de equilíbrio, pela reafirmação (conservadora mas não de conserva) da necessidade e da função social dos valores e vários outros motivos.  O nosso maior representante no mundo anglófono afirma no final:  a condição da diáspora angolana é a mesma que a minha, de ter de lidar permanentemente com várias culturas e vários valores. Só a da diáspora ou somente mais aí?

É ali já - é já ali

Numa passagem de Tudo isto aconteceu  o pai de Óscar Ribas conta uma história passada com ele em Cabinda. No meio da narrativa afirma que "vocês sabem que, para o preto, não há distâncias"; ele perguntava, numa caminhada, se faltava muito para chegarem e a resposta era, invariavelmente, que "é ali já" - porém, o "ali" eram muitos quilómetros ainda (v. p. 148, 2.º parágrafo). 

Adelino Torres - o poeta: visto por Maria Manuela Araújo

Adelino Torres : A Poética do Tempo  ou A Diagnose Poética do Inconformismo (Prof.ª Maria Manuela Araújo) A poesia de Adelino Torres é um grande contributo para a literatura lusófona. Ao explorar novas dimensões da experiência estética, Torres combina sensibilidade com um novo entendimento do espaço humano: uma poética do tempo como elemento de diagnose social, cultural e política da contemporaneidade. Este aspecto central da inovação poética de Torres é o objecto deste artigo. The poetry of Adelino Torres is a great achievement in the lusophone literature. By exploring new dimensions of aesthetic experience, Torres combines sensitivity to a new intelligence of the human world: a poetics of time as an essential element of social, cultural and political diagnose of contemporaneity. This central aspect of Torres’s innovation is the object of this article.  

Comparação encontrada por acaso

P- Inocência Mata, no seu livro Literatura angolana: silêncios e falas de uma voz inquieta (Mar Além, 2001), diz que entre as literaturas africanas de expressão portuguesa existe uma identidade comum, à partida, e, mais tarde, uma singularização. Afirma mesmo que os seus sistemas literários são sui generis . Que impressão tem deste aspecto e do epíteto «lusofonia» que lhe é incrustado?