(aviso: texto em construção) Uma bela capa, mas não só. As biografias sempre suscitam com maior acuidade o problema dos limites entre ficção e história 'real'. É também já demasiado marcada a polémica em torno da realidade, que vem desde que o homem percebe e pensa, pois é pela dúvida sobre o que percebemos que tornamos a olhar e a pensar. Agora comecemos por uma obra: a biografia de Abel Chivukuvuku. Em primeiro lugar, aspetos estéticos, pois estamos perante uma obra literária e esta é uma página de crítica e teoria. De ritmo bem marcado, que se mantém ao longo do livro constante, ajudando a 'agarrar' a leitura, evitando excursos, alongamentos, distrações, dúvidas, frases longas, emboscadas, o discurso é direto e claro como numa reportagem, a longa reportagem de uma vida ainda sem conclusão. O "sem conclusão" fecha-se no fim, em que o autor acaba deixando no ar a provável hipótese de um renascimento mais da personagem que, por suas mortes e suas vidas, se apr...
Ensaios de estranheza, pesquisa e reflexão.