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Touros e homens – caminhos comuns


Arqueólogos espanhóis descobriram na Eritreia um búfalo com chifres de dois metros e cerca de 1000 kg de peso. O cadáver parece ter um milhão de anos. Apresenta parentescos com búfalos idênticos encontrados na Tanzânia, no vale do Rift, mais precisamente em Olduvai – sítio que terá sido o berço da humanidade; por outro lado, parece fazer a ligação entre esses búfalos mais antigos e os touros selvagens da Europa. Os restos de búfalos acompanham-se com cérebros e outros vestígios de seres humanos. A conclusão que se tira é a de que, durante milhões de anos, homens e animais (entre os quais búfalos e elefantes) partilharam o mesmo berço (no Este africano) e a mesma dispersão rumo à Eurásia. Por força de mudanças climáticas, pelas quais os humanos e os ecologistas não foram responsáveis, as diversas espécies, seguindo o seu instinto ecológico, rasgaram tais caminhos. Esta descoberta, que na verdade começou há dois anos e só agora se confirmou, vem reforçar a tese da dispersão da humanidade a partir do mesmo ponto inicial. O que, não significando que fomos todos negros ou todos brancos (e que interessa aí a cor da pele dos primeiros homens? Seria a mesma dos mauberes?), significa que temos todos a mesma origem, somos todos da mesma espécie e derivamos todos da mesma história, como também das mesmas dificuldades. A par dos animais. Pelo que a sociologia das espécies não-humanas nos poderá esclarecer melhor sobre algumas atitudes recorrentes entre os seres da nossa espécie. Por exemplo o estudo do comportamento dos símios perante os chefes, que vem sendo investigado há vários anos; a organização económica e social das abelhas – monárquica e amplamente funcional; a migração, diáspora, dispersão, como fator decisivo para a evolução das espécies. Etc.
Para mais informações: El mundo. http://www.elmundo.es/elmundo/2009/12/10/ciencia/1260469996.html
                                    Ficar atento a Quaternary international. http://www.elsevier.com/wps/find/journaldescription.cws_home/865/description#description
                                     Ler o editorial do último número (18-12) da Science e seguir a referência.

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