Embora a literatura angolana se tenha formado em cidades-porto, por estranho que isso pareça não criou muitas ligações diegéticas ou temáticas às cidades com que se envolvia pelo tráfego marítimo. Estudo isso, com particular ênfase para as primeiras três décadas do século XX, começando pela contextualização globalizante e concentrando-me sobre um extrato social específico – o de uma comunidade urbana de colonizados, intermediária entre o mundo rural e a cultura global que se ia formando. E encontro as exceções possíveis.
Ensaios de estranheza, pesquisa e reflexão.