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Hold up election: an alternative reading of the Guinean crisis

The Coup of April12 was an eminently political act, premeditated, whose aim was solely to prevent the holding of the second round of presidential elections, proving once again a complex but underhanded political complicity between the Armed Forces and some national political forces. The Angolan issue of secret agreements was merely a fallacious pretext used in a vain attempt to exploit nationalist sentiments and divert the attention of the people, something that did not happen, since they continue to speak out against the coup, calling for the return to constitutional normality and by the resumption of the electoral process that was interrupted. The military is the most important political problem of Guinea-Bissau. The military insubordination is a childhood disease of the national liberation struggle, whose early and dramatic manifestations consubstantiate (d) in brawls, indiscipline and crimes committed in the Southern part of the country, particularly in Quinara, Unal, ...

A primeira aventura de Ngunga

A 22 de Agosto de 1846, o Boletim oficial  de Angola publicava creio que o primeiro anúncio de um escravo que tinha fugido e havia sido recapturado. Segundo ele próprio dizia, era escravo de um senhor de Ambaca , o Quinginge , e o anúncio noticiava que foi apanhado em Cambambe , encontrando-se "em depósito na cadeia pública". O interessante  para nós é o seu nome: chamava-se Ngunga. É a primeira aventura de Ngunga de que há notícia na história da escrita em Angola. Penso eu. Pergunto-me: será que Pepetela sabia disto quando escrevia as suas aventuras ?

Literatura angolana do século XIX - Nelson Pestana

Um país esquecido de si próprio é um país alienado e sem rumo.  Angola, que pode ostentar uma cultura urbana e escrita das mais antigas da África subsariana, tem visto nos últimos anos poucos estudiosos investigando esse nosso passado. No entanto, lendo os que antes de nós aqui fizeram literatura, veremos que a maioria das questões candentes que nos afligem viveram-se também nesses tempos. E vemos que a nossa literatura nacionalista não teria existido, com o formato que teve, sem a literatura do século XIX e dos princípios do século XX. 

Um provérbio san e um verso de M. António

Provérbio san :  O carro faz o caminho. *** Versos de M. António : [...] e o alcatrão veio lembrar Velocidade aos carros.  *** Exatamente a mesma figura de estilo embora opostas a partida e a chegada (o carro faz o caminho / o caminho faz a velocidade do carro. O San vê o deserto, Depois vê passar o carro, Vê depois que o caminho fica; O Camundongo vê o caminho, Vê depois o asfalto no caminho, Depois vê que o asfalto acelera o carro E que o amigo, assim, não consegue fugir).