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a decadência cognitiva e o privilégio da violência



"... a intelecção dos erros e equívocos revela o processo cumulativo de declínio. A fuga à compreensão entrava as inteleções exigidas pelas situações concretas. Emergem então diretrizes desprovidas de inteligência e cursos de ação desajustados. A situação deteriora-se, exige constantemente outras inteleções que, à medida que são bloqueadas, tornam mais obtusas as diretrizes e mais inepta a ação. Pior ainda, a situação em vias de deterioração parece fornecer à mente acrítica e preconceituosa provas factuais de que o pretenso preconceito se verifica. Assim, em medida sempre crescente, a inteligência acaba por ser considerada como irrelevante para a vida prática. A atividade humana amolda-se a uma rotina decadente, e a iniciativa torna-se privilégio da violência"

(Bernard Lonergan - Insight: um estudo do conhecimento humano. trad. Mendo Castro Henriques e Artur Morão. São Paulo: É realizações, 2010. - Prefácio à edição canadense, p. 25).

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