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Notas sobre a família materna de Jorge de Sena em Angola (em construção)

Isabel dos Anjos Alves Rodrigues (Teles Grilo por casamento) nasceu em Cedofeita, Várzea, Arouca, distrito de Aveiro, em 1.8.1856, e faleceu a 2.2.1944 em Lisboa, segundo o sítio geni.com . Jorge de Sena, que era seu neto, a dava como influência marcante na infância e juventude, o que recorda  Jorge Fazenda Lourenço em O essencial sobre Jorge de Sena , onde se confirmam as datas acima e onde se afirma que foi inspetora de educação no Huambo. Pela localização numa lista de charadistas colaboradoras no Almanach de lembranças , lecionou também na Humpata. Foi nomeada com seu marido, João Teles Grilo (31.3.1855-3.7.1925), pelo rei, a 19.7.1890, para lecionar qualquer “uma das cadeiras” de “instrução primária” na “província de Angola” (portarias régias 174 e 175, publicadas no Boletim oficial do governo-geral de Angola de 23.8.1890, p. 1).  O casal de professores apresentou-se no governo geral, em Luanda, em agosto ou setembro, pois isso é referido pelo governador, na portaria (49...

Uma professora régia em Luanda em 1885, seu ilustre filho e respetivo progenitor: o governador Ferreira do Amaral; novela curta

O  O fício 147, de 13.4.1885, feito em Luanda, informava o ministro e secretário de Estado da Marinha e Ultramar do embarque, "para o reino", da “professora régia, Augusta Frederica Smith Chaves”. Ela nascera c. 1850 (talvez em Moçambique) e falecera em 1923 , ou depois desse ano.  Seu irmão, António Maria Smith Chaves, nascera em Moçambique em 25.7.1849 . Os pais foram António Manuel Chaves e Rita Frederico Smith Chaves (esta, com ascendência inglesa). O irmão estudou no Liceu de Coimbra, pelo menos no ano letivo 1868-1869. “ Em janeiro de 1877 foi destacado para servir em Angola na qualidade de desenhador de 2ª classe, das obras públicas da província. Foi exonerado do cargo de desenhador das obras públicas de Angola por portaria de 13 de agosto de 1880, e nomeado desenhador da direção das obras públicas de Cabo Verde por portaria de 25 de abril de 1881. ” Desenhou a planta da cidade da Praia. No entanto, em São Nicolau (onde residia) foi-lhe passado passaporte para Luanda...

Tomás Vieira da Cruz: revisão do colono

  mas não só: um poeta é uma pessoa também, e este não tinha relógio: O convite que me foi dirigido, por José Almeida, para falar sobre Tomás Vieira da Cruz, integrado na série Raízes matriciais da pátria , contentou-me, não só por se terem lembrado dele, da poesia angolana, e de mim. É que a palestra decorreria logo antes do lançamento do livro As trevas e os dias (seguido de Sonetos místicos assituados ), o que me levou a pensar que podia, por esta vez pelo menos, debruçar-me sobre a poesia de Tomás Vieira da Cruz guiado pela sensibilidade e não por academicismo. Pensei, desculpem-me o atrevimento, em um poeta a falar de outro poeta. Ao reler assim, desprevenidamente, os poemas de motivação angolana do colono de Constância, um fluxo de perceções assaltou-me com mais intensidade que habitualmente. Entre elas, sem dúvida, avulta a de que o seu tema principal (e quase único) é o Amor. Desenvolvido por motivos variados, que adjetivam de várias formas o substantivo, o que respi...